

11 de setembro de 2023, 22 anos dos ataques às torres gêmeas que levaram à morte de mais de 2 mil pessoas. Por aqui, principalmente na cidade, é um dia de lembrança, um dia que eles mantêm vivo na memória.
Detalhes corriqueiros como o que estavam fazendo no dia, o que vestiam ou com quem falaram, até mesmo o que comeram. Detalhes esses que os nova-iorquinos guardaram junto com o sentimento de medo, preocupação e incertezas.

Se você perguntar a alguém que estava aqui lá no dia 11 de setembro de 2001, certamente ele te dirá com detalhes específicos como estava sendo o seu dia, até que as emissoras de rádio e tv começarem a veicular a notícia que uma torre havia sido atingida por um avião.
Até aquele momento, os nova-iorquinos tentavam entender o que estava acontecendo em Manhattan e o que até então era um acidente aéreo se tornou o registro de um dos maiores atentados terroristas da história.
Pessoas estavam ali no dia a dia pegando o metrô, turistas conhecendo a cidade, trabalhadores nas suas atividades como em qualquer dia. Para além das questões políticas, o impacto dos atentados nas vidas dos moradores aqui foi grande. A nação se sentiu vulnerável. Uma das maiores metrópoles do mundo se viu de repente exposta a perigos que até então não imaginavam.
De uma hora para outra, parentes das vítimas se viram em um sofrimento e angústia pela busca por seus familiares. Esse sofrimento para alguns durou por anos e ainda persiste. Há quem tem a certeza de que perdeu um ente querido nos atentados, mas até então nunca teve a confirmação oficial. Há alguns dias, ainda eram identificadas vítimas após 22 anos do acontecido. Para as famílias das mais de 2900 pessoas mortas direta e indiretamente, ainda há aquela sensação de algo que ficou aberto ali, para sempre nas suas vidas.
Até mesmo para nós no Brasil e para o resto do mundo, esse dia ficou marcado como um divisor de águas na história. Dali em diante muita coisa mudou. A aviação inseriu protocolos ainda mais restritos, o país começou uma guerra ao terror em busca da punição dos responsáveis. O mundo tentava entender o que aquele ataque significou e o que ele traria para as relações internacionais nos próximos anos.

Eu também sempre costumo me lembrar que naquele dia, ainda no ensino fundamental, com 10 anos de idade, assistia à TV tentando entender o porquê, pensando nas vidas que estavam sendo perdidas lá. A partir dali inclusive tive o insight para o jornalismo. Na ocasião escrevi um textinho na escola falando das minhas percepções sobre os atentados. Eu percebi que a gente precisava olhar além, ver o mundo e o impacto na gente das coisas que acontecem nele.
Voltando para hoje, 22 anos depois, é comum vermos pela cidade o lema NEVER FORGET. É mais do que uma maneira de lembrar do 11 de setembro, é um tributo pela honra das vítimas que pararam ali a sua história. Sempre lembrar e nunca esquecer é a forma que eles acharam para manter vivas as lembranças de cada uma dessas pessoas, é mostrar para gerações futuras o horror de atos extremistas, mas também é reafirmar o respeito à vida. Lembrar o 11 de setembro é reafirmar o compromisso com a liberdade e inspirar sempre a busca pelo fim do ódio e da intolerância.