

Às vésperas da abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU, pude acompanhar um evento muito interessante que abordou um assunto essencial nos últimos dias: o meio ambiente.
O Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS), da Columbia University, organizou o evento “BRASIL NA LIDERANÇA DA JUSTIÇA CLIMÁTICA: UMA VISÃO GLOBAL PARA O FUTURO”. Este encontro em Nova York contou com a presença de três ministros de estado do Brasil: Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática), Margareth Menezes (Cultura) e Fernando Haddad (Ministro da Fazenda).
O painel iniciou com Marina Silva, que enfatizou a necessidade urgente de transformações ecológicas. Para ela, a busca por força, liberdade e santidade deu lugar à busca por ter, uma mentalidade que, segundo ela, está destruindo o nosso planeta. Marina alertou que falar e planejar são passos positivos, mas não garantem resultados efetivos em políticas. Em tempos de mudanças climáticas, acomodação é inaceitável e custa vidas. Ela destacou que a mitigação e a adaptação não são suficientes; a transformação é imprescindível.

Margareth Menezes prosseguiu questionando uma narrativa que coloca o Brasil como um país inevitável no desenvolvimento sustentável. Ela ressaltou a dura história de escravidão e desigualdade, mas lembrou que o país sempre esteve na vanguarda das inovações culturais em música e arte. A cantora e ativista chamou todos a reinterpretar a vanguarda em prol da justiça climática, incluindo as tradições ancestrais indígenas e africanas. Para Margareth, isso é essencial para avançar de forma justa na causa climática.

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, abordou o papel da economia na justiça climática. Ele apresentou iniciativas como créditos de carbono, títulos verdes e o Plano de Transição Ecológica, destacando o seu potencial sustentável. Haddad expressou confiança de que o Brasil pode não apenas crescer acima da média mundial, mas também com uma qualidade ambiental superior a qualquer outro país. Ele sublinhou a importância da liderança do Brasil no G20 para a cooperação global e soluções sustentáveis. Além disso, Haddad destacou que o acordo com a União Europeia é essencial para o Mercosul e isso pode fortalecer o bloco, principalmente nesse momento de eleições na Argentina, onde um candidato de ultradireita tem grandes chances de levar o pleito.

Este evento na Columbia University proporcionou insights valiosos sobre como o Brasil pode liderar esforços para enfrentar os desafios climáticos globais, integrando tradições culturais e econômicas em um movimento unificado em prol da justiça climática. Os ministros e especialistas presentes deixaram claro que a ação é imperativa e que o Brasil tem um papel crucial a desempenhar no cenário internacional.
Grandes responsabilidades esperam o Brasil no cenário internacional para os próximos meses. Desde a liderança no G20, o acordo do Mercosul e até mesmo as reuniões bilaterais que ocorrerão na Assembleia Geral durante a semana. Isso pode impactar positivamente o papel de liderança do Brasil nas ações sobre o meio ambiente e, assim, contribuir para abrir caminho na transição ecológica, trazendo mais esperanças e possibilidades para cumprir a promessa do Brasil de reduzir suas emissões de carbono em 50% até 2030.
É torcer agora pela transformação verde!